Mostrando postagens com marcador K. Lorenz. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador K. Lorenz. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

E restou o corpo dolorido de duas horas de caminhada pesada tentando colocar a cabeça no lugar.

Acordei com aquele gosto ácido de desprezo, passei a manhã mastigando a angústia de não saber o que vinha por aí, deixei-me levar pela alegria da tarde com os sorrisos alheios - muito embora aquilo tudo ficasse palpitando dentro de mim e a cabeça teimasse nos flashes de uma felicidade não tão remota assim - e pensei que fosse terminar o dia melhor. Ledo engano. Recebi a tua voz cheia de impaciência, um desprezo ainda maior e me senti afogada na rispidez das tuas palavras. Não te entendo... e não entendo toda essa má vontade. Às vezes parece que só te atrapalho... Me diz o que fazer, então, porque eu já não sei mais.


A necessidade cada vez mais aguda de ruído só se explica pela necessidade de sufocar alguma coisa
(K. Lorenz)