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domingo, 31 de janeiro de 2010

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

O Pastor

(Madredeus)

Ai que ninguém volta
ao que já deixou
ninguém larga a grande roda
ninguém sabe onde é que andou

Ai que ninguém lembra
nem o que sonhou
(e) aquele menino canta
a cantiga do pastor

Ao largo
ainda arde
a barca
da fantasia
e o meu sonho acaba tarde
deixa a alma de vigia
Ao largo
ainda arde
a barca
da fantasia
e o meu sonho acaba tarde
acordar é que eu não queria.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Minha alma tem o peso da luz.




Tem o peso da música. Tem o peso da palavra nunca dita, prestes quem sabe a ser dita. Tem o peso de uma lembrança. Tem o peso de uma saudade. Tem o peso de um olhar. Pesa como pesa uma ausência. E a lágrima que não se chorou. Tem o imaterial peso da solidão no meio de outros.
(Clarice Lispector)

E a saudade é uma angústia permanente... um aperto no peito que você não sabe como nem quando chega. A saudade não faz alarde. Simplesmente brota feito erva-daninha. Você passa a eternidade arrancando e ela torna a crescer no minuto seguinte. Nem um milhão de palavras descreveria a saudade. A minha saudade é só minha. A minha dói na alma. A sua, eu não sei. Se é que está lá.

Mais um dia com a tal 'lack of...' Saudades de quando você me sentia, quando me lia nos olhos, quando sabia de mim mesmo estando longe

Saudade da tua mão na minha, do teu braço no meu ombro e das curtas caminhadas até a beirada. Saudade do teu sorriso puxado quando dança, do 'meu amor' que saia tão natural, da felicidade incontida. Podia passar horas descrevendo tudo e ainda assim faltaria espaço.

Saudade de começar o dia com um copo de suco de laranja, bauru ou misto quente em pão francês, uma xícara de café com leite olhando pro mar, sentindo a brisa beijando o rosto... e as borboletas no estômago pelo simples fato de te ter ali, ao meu lado. Aquela sensação de que ia ser assim pra sempre...