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domingo, 16 de novembro de 2008

Papa-bolinhas, eu?

Alguém me disse um dia que sou como um papa-bolinhas: tiro tudo o que há de ruim e imprestável na roupagem humana dos outros e deixo-os apresentáveis para o próximo evento para que mostrem o melhor de si.
Dureza, hein??? Vai entender... Pelo jeito nunca sou convidada pra festa, né? Afinal de contas, faço parte do staff: só nos bastidores.

sábado, 27 de setembro de 2008

Recebi por e-mail

Os noivos estão ensaiando a cerimônia do casamento na igreja. Logo após o ensaio, o noivo chama o padre de lado e lhe diz baixinho ao ouvido:
- Padre, tenho aqui duas notas de R$100 que vou lhe dar. Em troca, eu gostaria que o senhor modificasse um pouco o roteiro tradicional.
- Em qual parte, meu filho?
- Especificamente eu gostaria que, quando o senhor fosse se dirigir a mim, ignorasse aquele trecho que diz que eu devo prometer 'amar, honrar e respeitar minha esposa, renunciar às outras mulheres e ser-lhe fiel até que a morte nos separe'.
O padre pega as duas notas sem dizer uma palavra e o noivo vai embora todo satisfeito.

No dia da cerimônia, o momento fatídico da promessa se aproxima. O padre se vira para o noivo e diz, olhando-o bem no fundo dos olhos:
- Promete se ajoelhar para ela, obedecer a cada uma de suas ordens, levar-lhe o café da manhã na cama todos os dias, e jurar perante Deus que sua esposa é excepcional e que nunca, jamais olhará para outra mulher?

O noivo engole em seco, fica roxo, olha a sua volta com angústia e responde com uma voz quase imperceptível:
- Sim.... eu juro.
Então, ele se inclina para o padre e murmura:
- Eu pensei que tivéssemos um acordo...

O padre coloca as duas notas de R$100 no bolso do noivo e murmura no seu ouvido:
- Tínhamos... Ela dobrou a sua oferta!

Bom, a parte do café na cama todos os dias eu já nem faria questão, mas acrescentaria uns R$500 pra garantir que ele me mandasse mensagens no mínimo três vezes por dia. Por que três? Ah, de manhã pra que eu acordasse bem, logo após o almoço pra tarde ser extraordinariamente feliz e uma à noite pra eu ter bons sonhos... Lógico que em todas elas um 'eu te amo demais' bem sincero vinha a calhar, né? Três, não é exagero? Não, não. Assim não sobraria tempo pra pensar em mais ninguém, calculando que ele precisa trabalhar, ir ao banheiro, almoçar... e ainda opa! opa! Censurado! rsrsrs

sábado, 16 de fevereiro de 2008

D. Flor, seus dois maridos, três namorados etc etc

Dia desses, à tarde, dei-me ao luxo de tomar um cappuccino com tudo que tinha direito. Creme? Sim. Canela. Opa! Aquele fundinho de chocolate Kopenhagen derretido... Cacilda Becker!!!! Que delícia!
Sento-me à mesa e uns três minutos depois, uma amiga - também estrangeira nesta terra de alemães - acompanha-me no cappuccino. Assunto? Fofoca, lógico! Não nossa, a gente raramente faz fofoca. O assunto foi fofoca, não fofoca genérica. Fofoca que fazem da gente.
Antes que me enrole nessa fofocarada que escrevi, vou contar.
Aqui nesta cidadezinha pequena com síndrome de metrópole, fofoca é uma coisa assim, comum, corriqueira. Todo mundo faz. Quem não faz é estrangeiro. Quem não ouve não é daqui. Você passa pela rua e vê sempre duas ou três personagens desse Big Brother real aos risinhos e, se parar pra prestar atenção... batata! Estão falando da vida de alguém!
E assim a vida segue... A cada nova rodinha, vai-se adicionando mais pimenta. Lógico! Quem quer ficar pra trás? Afinal de contas não é sempre que um burro fala e os dez outros abaixam a orelha, não?
Aqui, até homem se dá o direito de meter o pitaco na vida dos outros e sair falando aos quatro ventos. Bobeia e consegue ser melhor do que as mulheres nessa arte tão feminina. O que muda são os detalhes: ao invés do café, é cerveja - e muita -, ao invés do bolo, são petiscos, no lugar do sofá é a mesa redonda. E aí, não tem hora pra acabar.
Eu, por exemplo, desde que cheguei aqui, já fui personagem principal de muitas estórias das quais nem tive o (des)prazer de participar. Em quatro anos de Blumenau já me arranjaram algumas, confesso, muito boas. Não sei porquê, mas ando a dar ibope. E quer saber? Nem ligo. Sorrio. É, aquele sorrisinho sarcástico, mesmo.
Faço o quê? Sinto-me orgulhosa, lógico. Não sabia que estava "podendo" tanto assim!
Afinal, não é pra qualquer uma: homem, assim como nós, mulheres, também requer tempo, atenção, paciência, discernimento e outros afins. Com esse número todo, já pensou? Horários apertadíssimos, milimetricamente divididos. E ainda tenho tempo para as crianças, lazer, manicure, pedicure, cabeleireiro, fotografar, escrever, trabalhar, cuidar de detalhes da casa, cozinhar e... dormir!!! Veja você!
Se alguém me perguntar hoje se eu tenho 5 minutinhos pra resolver um problema, respondo:
- Pôxa, fulano, infelizmente não! Nem hoje, nem amanhã e nem depois. Muito menos no dia depois de depois de amanhã. Afinal, tenho dois maridos, três namorados, dois amantes, um estepe e meia-dúzia de quebra-galhos pra organizar.
P.S. Adoro morar aqui, até recomendo... faça um test-drive antes.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Pretinho básico

- Alô? Gê? Como é que tu vais na festa hoje à noite?
- Ah, guria, sabe que não sei. Ainda nem entrei no clima...
- Ai, eu tô tão aflita, não sei o que vestir. Acho que vou passar no shopping e comprar algo novo, né? O que tu achas, Gê?
- Se tu dizes... Acho besteira, tens um monte por aí.
- Então tá decidido. Vou lá e depois te ligo. Tchau.


Duas horas depois, toca o telefone de novo.
- Gê? Eu. Tô na loja. Tem um pretinho básico lindo! Não tem brilho, não é muito longo, mas tem um baita racho na lateral. O que tu achas? É preto. Básico.


Será que alguém poderia fazer a gentileza de me explicar por que só pretinho é básico?
Não existe um azulzinho básico?
Não dá pra ser básica com outra cor?
Que falta de criatividade...

P.S. O pretinho pode até ser básico, mas a mulher... não!

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Massagista

Amassa, alisa, estica, puxa, aperta, vira... dá uma desconversada.
Contrai, distrai. Ai, caraca! Vai devagar aí que dói!!!
E de novo, amassa, alisa, estica, puxa, aperta, vira...
- Nossa! Que baita hematoma, Georgia do céu! Pra que bandas tu andastes que parece que o Freddie Krueger em pessoa te atacou, hein?
- Patada da cachorra. E só. - e eu a pensar o que é que estou fazendo aqui...
Vira de novo. Mais uma vez, amassa, alisa, estica, puxa, aperta... Parece que não vai ter fim!!!!!
Tudo isso numa única sessão na massagista. Imagina então as outras nove que me esperam!
Abusa, lambuza de creme, saio feito um bife passado na máquina e ainda tenho que pagar?

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Insustentável leveza do ser

Depois das férias prolongadas voltei a ter com a Sandrinha (esteticista) e a Lore (massagista) - yes, também tenho minha pitada de vaidade, né? -; saudades que eu estava...
Eu a andar de roupão entre uma sala e outra, a falar asneiras e contar piadas ridículas, a trocar segredinhos culinários, a fazer macaquices (nada que venha a ferir a liberdade de ninguém, longe disso!), elas a gargalhar das minhas façanhas e as outras clientes a me olhar estupefatas diante da "insustentável leveza do ser" que vos fala aqui ... rsrsrs
Umas até arriscam um sorriso, outras se soltam e dão risada até doer a barriga.
Umas poucas me lançam aquele olhar de desaprovação. Essas não me afetam.
Como são bons esses momentos. Ridiculamente bons...