sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
Presente de 'daemon'
Don't give up
Peter Gabriel
In this proud land we grew up strong
We were wanted all along
I was taught to fight
Taught to win
I never thought I could fail
No fight left or so it seems
I am a man whose dreams have all deserted
I've changed my face
I've changed my name
But no one wants you when you lose
Don't give up
'Cause you have friends
Don't give up
You're not beaten yet
Don't give up
I know you can make it good
Though I saw it all around
Never thought that I could be affected
Thought that we'd be the last to go
It is so strange the way things turn
Drove the night toward my home
The place that I was born, on the lakeside
As daylight broke, I saw the earth
The trees had burned down to the ground
Don't give up
You still have us
Don't give up
We don't need much of anything
Don't give up
'Cause somewhere there's a place where we belong
Rest your head
You worry too much
It's going to be alright
When times get rough
You can fall back on us
Don't give up
Please don't give up
Got to walk out of here
I can't take anymore
Going to stand on that bridge
Keep my eyes down below
Whatever may come
And whatever may go
That river's flowing
That river's flowing
Moved on to another town
Tried hard to settle down
For every job, so many men
So many men no-one needs
Don't give up
'Cause you have friends
Don't give up
You're not the only one
Don't give up
No reason to be ashamed
Don't give up
You still have us
Don't give up now
We're proud of who you are
Don't give up
You know it's never been easy
Don't give up
'Cause I believe there's a place
There's a place where we belong
Escolhi a versão 2 do vídeo...
sexta-feira, 2 de janeiro de 2009
No condition is permanent.
Waiting for the man with the black keys to unlock the doors in his head and get
on a plane, he forgets that we know he's played this game before, biting the
hand that reaches out to help him 'hey, man it' ok, I've been there before, take
my hand. If I could fly, I'd spread my wings, wish I could free you from these
foolish things.'
Seal
If it's in my mind, it's on my face.
http://www.youtube.com/watch?v=Y5CHoLEXH8M
If you can't find your place in this world, your life means something to me
Feels like every Monday's just a day in the week
If your lonely, and it seems like reaching up might break you down, don't go under
If I could fly, I'd spread my wings
In time to free you from these foolish things
And we won't be back for sure
If it's in my mind, it's on my face
Wish I could take you to a better place
And we just might miss your call
No one knows your face in the world, maybe that's your reason to leave
I think you might be someone that I came to see
You're real, if you feel like waking up then come around
Do you wonder?
If I could fly, I'd spread my wings
In time to free you from these foolish things
And we won't be back for sure
If it's in my mind, it's on my face
Wish I could take you to another place
And we just might miss your call
‘cause we live in the world
We live in the world
We live in the world
We're free in this world
I have made mistakes I've wasted life, and I've been down you see
Why are the friends I have could not make time for me?
I have lost my face I've broken ground, I've been around you know
Far are the loudest voice that waits inside, the time is now
If I could fly, I'd spread my wings
In time to free you from these foolish things
And we won't be back for sure
If it's in my mind, it's on my face
Wish I could take you to better place
And we just might miss your call
If you can't find your place in this world, your life means something to me
Feels like every Monday's just a day in the week
If your lonely, and it seems like reaching up might break you down, don't go under
terça-feira, 16 de setembro de 2008
"Se morassem no mesmo século, eles seriam perfeitos um para o outro"
Diferença de timing...
Kate & Leopold” é o típico filme despretensioso, não passa de uma leve e agradável comédia romântica, daquelas bem estilo Meg Ryan como “Mensagem para Você”. Mas o que este filme não tem de criatividade em seu estilo ele consegue mostrar em sua história, que apesar de tudo é original.
Kate McKay (Meg Ryan) é uma executiva de sucesso que vive com seu irmão Charlie (Breckin Meyer). Stuart (Liev Schreiber) é seu vizinho e ex-namorado, e acaba de descobrir um portal que faz com que ele possa voltar no tempo. E logo em sua primeira viagem através do tempo acaba, acidentalmente, trazendo de volta para o futuro o Duque de Albany, Leopold (Hugh Jackman), o inventor do elevador, do ano de 1876.
A partir daí o filme mostra a difícil adaptação do Duque na nova Nova York e também o desenrolar de uma bela história de amor.
Mas o final feliz deste filme não chega assim tão rápido, ou vocês esqueceram que tem que ter a parte onde tudo parecia perdido. Leopold tem que voltar para o seu tempo, se não o fizer pode mudar a história da humanidade (já vi este papo antes!).
Parte da trilha sonora do filme, 'Until' no vôo raso de Sting... meu predileto. Nem me prolongo mais...
Até que..
Se eu tivesse pego o mundo numa garrafa
E tudo estivesse embaixo da Lua
Sem o seu amor ela brilharia por mim?
Se eu fosse esperto como Aristóteles
E entendese os anéis ao redor da Lua
O que poderia tudo isso importar se você me amasse?
Aqui em seus braços aonde o mundo não poderia se tranquilizar
Com um milhão de sonhos para satisfazer
E uma questão de momentos até a dança terminar
Aqui em seus braços, aonde tudo parece estar claro
Sem uma nada solitário para temer
Exeto quando esse momento se aproxima do final da dança
Se eu tivesse pego o mundo numa ampulheta
Então amado a Lua
Nós poderiamos passear até que as estrelas crescessem sombrias
Até que...
Um dia, você irá conhecer uma estranha
e todo o barulho se silenciará na sala
Você sentirá que está perto de algum mistério
Na luz da Lua, quando tudo escurecer você
Você sente que a conhece a sua vida inteira
A lição mais velha da história do mundo
Aqui nos seu braços aonde o mundo não poderia se tranquilizar
Com milhões de sonhos para satisfazer
E uma questão de momentos até a dança terminar
Aqui em seus braços, tudo parece estar claro
Sem uma nada solitário para temer
Exceto quando esse momento se aproxima do final da dança
Se eu tivesse pego o mundo numa ampulheta
Acima da Lua nós passearíamos
Até que as estrelas crescem sombrias
Até que o tempo se fique tranquilo
Até que...
Passei rapidíssimo antes que esquecesse dessa...
domingo, 14 de setembro de 2008
Músicas que gostaria de ter escrito II
Eu sinto falta daquela cidade
Eu sinto falta dos rostos deles
Você não pode apagar
Você não pode substituir isso
Eu sinto falta agora
Não posso acreditar
Tão difícil de ficar
Muito difícil de partir
Se eu pudesse reviver aqueles dias,
Eu sei que uma coisa nunca mudaria
....
É difícil de dizer
É hora de dizer
Adeus, Adeus
É deles também essa declaração liiiinda de amor.
E pra fechar... um filminho ao melhor estilo hollywoodiano de ser. Mais um clip deles de letra boa.
O cúmulo da possessividade...
Gosto desse cara. Quem não lembra de 'Have you ever seen the rain?'. Uma das melhores pra mim. E dá-lhe Creedence Clearwater Revival... sempre! Lembra bons tempos... aliás, perfeitos!
Uma música que gostaria de ter escrito... mas não escrevi!
Caminhe
E o amor não é uma coisa fácil
A única bagagem que você pode trazer
E o amor não é uma coisa fácil
A única bagagem que você pode trazer
É tudo o que você não pode deixar para trás
E se a escuridão está nos mantendo separados
E se a luz do dia se sente como numa longa
estrada interrompida
E se seu coração de vidro se partisse
E por um segundo você voltasse atrás
Oh não, seja forte
ande em frente, ande em frente
O que você conquistou eles não podem te roubar
Não, eles ainda nem podem sentir isso
ande em frente, ande em frente
Você está arrumando uma mala para ir a um lugar onde nenhum de nós esteve
Um lugar em que tem que se crer para
poder ser visto
Você poderia ter voado para longe
Um pássaro cantando em uma gaiola aberta
Que só voará, só voa para a liberdade
ande em frente, ande em frente
O que você conquistou eles não podem te negar
Não podem vender ou comprar
ande em frente, ande em frente
Fique segura esta noite
E eu sei que dói
E seu coração se partiu
E você só pode aceitar tudo
ande em frente, ande em frente
Lar.......difícil saber o que é
se você nunca teve um
Lar.......eu não posso dizer
onde é, mas eu sei que
eu estou indo para casa
É onde a ferida está
E eu sei que dói
E seu coração se partiu
E você só pode aceitar tudo
ande em frente, ande em frente
Deixe para trás
Você tem que deixar isso para trás
Tudo aquilo você forma
Tudo aquilo que você faz
Tudo aquilo que você constrói
Tudo aquilo você destroi
Tudo aquilo que você mede
Tudo aquilo que você rouba
Tudo isso você pode deixar para trás
Tudo aquilo você raciocina
Tudo aquilo você sente
Tudo aquilo que você fala
Tudo aquilo você veste
Tudo aquilo você planeja...
quarta-feira, 10 de setembro de 2008
Mais sobre música...
Essa não podia mesmo faltar... Era parada obrigatória. A gente cantava na arquibancada do campo um do colégio (era de lá que eu ficava só paquerando um gurizinho metido a besta pra caramba, mas no fundo era gente finíssima. No começo era só de canto de olho, depois ficou descarado mesmo o negócio, até um amigo em comum apresentar a gente. É de chorar de rir só de lembrar.). E na varanda da casa de praia dos meus pais. Até enjoar! Schneider e Xavier iam me visitar e acabava sempre na viola. Não tinha jeito mesmo. O duro é que eram sempre as mesmas músicas, mas a gente se divertia. Terminava sempre na sorveteria.
Lenny Kravitz me lembra o 'obrigado, Senhor!' do Marcio. rsrs Um walkman velhinho pra caramba e uma fita k7 que do outro lado era Sade e terminava na metade de 'Jezebel'.
'Stand by me' era perfeita no intervalo. Com a galera no boteco em frente à PUC. Não. Eu nem bebia ainda nessa época. Mas tomava coca-cola aos litros. Com muita batata-frita. Foi a música que encerrou a formatura.
Beatles, no festival? Não dá pra esquecer o 'Let it be' mais longo que cantei na minha vida com um coro lindíssimo de platéia desconhecida. E eu pra lá de nervosa imaginando se ia agradar ou não. Engraçado, no mínimo. 'Ticket to ride' com a Baiana - e o microfone dela desligado. Foi hilário. Eu e os guris. As vestimentas? Putz, uniforme de escola britânica, um sarro total. Saia, meião, camisa branca e gravata. Pode?
Muita bossa nova com meu pai. Nascido em Niterói, só podia ser! E entoávamos sempre que o silêncio aparecia: 'as praias desertas continuam esperando por nós dois...', de Dolores Duran, 'O barquinho' , 'Samba do avião', 'Regra três', 'Chega de saudade', e eu sempre terminava assim: 'pobre de mim que só sei te amar...' rsrs.
Vivo sonhando, sonhando mil horas sem fim
Tempo em que vou perguntando, se gostas de mim
Tempo de falar em estrelas
Falar de um mar, de um ceu assim.
Falar do bem que se tem mas voce nao vem, nao vem
Voce nao vindo, nao vindo a vida tem fim
Gente que passa sorrindo zombando de mim
E eu a falar em estrelas, mar, amor, luar
Pobre de mim, que so sei te amar
Não esqueço de 'Romaria' em duas vozes com a Lu Schneider. Especial até demais.
A empurrada de palco no pub estranhíssimo que deu certo pra cantar 'The Girl from Ipanema' com uma rapaziada brasileira também perdida por lá. E olha que o guri tinha uma voz parecidinha com a do Sinatra... Lisa Stansfield, na mesma época, no mesmo palco... tenho que confessar que essa eu canto na banheira até hoje! rsrs Adorava as alterações de voz dela. Bem como 'What's going on', de Four non Blondes. Ai, que delícia lembrar disso!
Peter Gabriel nos ensaios dos teatros do Bond's... E Jon Anderson. Ah, como eu viajei com essa música, deitada no terraço da casa de meus avós em Armação, sob um céu estreladíssimo...
Savage Garden (Truly, Madly, Deeply, que faz parte do meu perfil no orkut), Def Leppard (Hysteria, Stand up, Long long way to go, When love and hate colide, Love bites), The Bolshoi ('Sunday Morning' - posto o vídeo em seguida)
The Mission, com 'Butterfly on a wheel', John Fogerty e 'Have you ever seen the rain' - cantada também por Rod Steward. Versão lindíssima do homem da voz rouquíssima. Double e seu 'The captain of her heart' que me fez chorar tantas vezes. Heart (nossa! adorava!). Outfield era quase hino! Gene loves Jezebel, Pink Floyd, Rush, Pearl Jam (maravilhoso!). E sempre cabia 'Time after time', de Cyndi Lauper, vez ou outra...
The Clash em Garopaba e a maluca aqui fazendo camarão na moranga e pudim de leite ao som de Sade... e tentando chegar no mesmo timbre. Coisa mais idiota, impossível!
Duran Duran sempre! 'Come undone' é tão forte que merece lugar de destaque. É uma das que ouço todos os dias...
Meu, sonho imaculado criou fôlego e pele,
Eu tenho estado esperando por você,
Marcado, com uma tatuagem familiar.
Feliz aniversário para você, fui criado para você...
Não consigo jamais evitar de desmanchar
Nas costuras.
Eu não posso acreditar que você está levando meu coração
Aos pedaços.
Oh, isso vai precisar de um pouquinho de tempo,
Talvez precise de um pequeno crime
Para ser desfeito agora.
Nós tentaremos permanecer cegos
Para a expectativa e o medo no lado de fora.
Ei, criança, continue mais selvagem que o vento
E sopre dentro de mim para chorar...
De quem você precisa, quem você ama
Quando você vir a se desfazer?
De quem você precisa, quem você ama
Quando você vir a se desfazer?
Palavras, brincando comigo de deja vu
Como uma melodia do rádio que eu juro que já ouvi antes.
Arrepio, isso é algo real
Ou a mágica de que estou me alimentando dos seus dedos?
Não consigo jamais evitar de desmanchar
Nas costuras.
Eu posso acreditar que você está levando meu coração
Aos pedaços?
Perdidos num céu preenchido de neve nós faremos isso certo
Para sermos desfeitos agora...
Belíssima letra, não?
E tem também 'Ordinary world'...
Perfeita pra encerrar o post. Ou não?? Pelo menos eu tento...
E não choro por ontem,
há um mundo normal
que de alguma forma tenho de encontrar
e enquanto eu tentar achar meu caminho
para o mundo normal, aprenderei a sobreviver
Todo mundo é meu mundo
aprenderei a sobreviver
qualquer mundo é meu mundo
aprenderei a sobreviver
Minha alma tem o peso da luz. Tem o peso da música. Tem o peso da palavra nunca dita, prestes quem sabe a ser dita. Tem o peso de uma lembrança. Tem o peso de uma saudade. Tem o peso de um olhar. Pesa como pesa uma ausência. E a lágrima que não se chorou. Tem o imaterial peso da solidão no meio de outros.
Clarice Lispector
Thank you for loving me
Essa aí tem estória... rsrs Tem muuuuito de mim. Gostaria mesmo de tê-la escrito e creio que se fosse fazer o clip não mudaria em nada. Beira a perfeição. E quer saber? Não é nada, nada fácil.
Em tempo: adoro a cena da noiva escadaria abaixo... Mas já tinha atirado as flores longe lá no começo! E tenho que admitir, Bon Jovi é Bon Jovi. Desculpa a redundância.
Aproveitando a deixa - já que estou na fase videográfica bloguística (nem sei se isso existe! lá vou eu...) - minha vida sempre teve trilha sonora. Meus sonhos tem trilha sonora e eu, sem música, não sou ninguém. Algumas tocam mesmo lá no fundo, outras simplesmente passam, mas tem umas - no meu caso muitas, visto o meu jeito caleidoscópico de ser - que chegam a doer a alma. Essas, confesso, muitas vezes evito. E eu nem mesmo sei bem porquê.
Eu me escondo nas músicas, eu me revelo nas músicas, eu me refaço nelas e me desfaço também. E cada uma delas que faz parte da trilha sonora da minha vida, carrega um pedaço significativo da minha alma, por isso o grau de importância que dou. Por isso me magoa a presença em determinadas situações. Não sei. Devo mesmo ser idiota.
Tenho uma memória desgraçadamente gigantesca, boa até dizer chega e isso me atrapalha pra caramba. Imagina então a minha trilha sonora. Quer um exemplo? Dou mais. A primeira música que ouvi na vida e de que tenho lembrança foi 'O sole mio', cantada, obviamente pelo meu avô Guilherme. 'Escravos de Jó' aprendi no jardim da casa de meus pais com minha tia irmã de minha mãe. Naquela época tinha um cão chamado Snoopy e um viveiro de codornas em casa. Deve já imaginar a idade que tinha, não? 'Primeiros Erros' - lembra disso? - cantávamos no corredor de saída do colégio.
A primeira música especial mesmo da minha vida foi 'Como eu quero'. É. Kid Abelha. Foi a primeira vez que cantei num microfone. rsrs E nem sabia a letra. Um loiro azedo que tocava guitarra e se achava o máximo naquela época (e quem não se achava???) escreveu numa folha de caderno e foi a experiência mais deliciosa que tive na minha vida. Acho que a partir daí comecei mesmo a levar à sério a estória da música na minha trilha sonora.
E veio Police (Every Breath You Take, pra mim, é perfeita em todos os sentidos e carrego na alma marcada a ferro e fogo mesmo!), Bon Jovi, Aerosmith, Whitesnake, Marillion e mais de uma centena de outras bandas...
Não podia esquecer 'Crazy for You' que cantei no aniversário de quinze anos da Tati... num vestido cor de rosa pra lá de desgraçado!
Na faculdade, era 'When the saints go marching in' nos corredores, as baladinhas de Elvis na lanchonete, jeans, camiseta branca, tênis e jaqueta de couro. Ao melhor estilo James Dean. E ali a gente também se achava o máximo! rs
Lá fora, 'Amazing Grace', era o topo das músicas mais cantadas. Triste? Canta a dita. Feliz? Canta a dita! Meia boca? Canta a dita! Saudades? Putz... The Police, A-ha, U2, Bryan Adams... caraca. Aí ferrou geral! Um mês de chororô com certeza. E se arrastando pra não parar. Dia de runway... catwalk, baby... enxuga as lágrimas e brilha! E lá dentro doía a alma, mas o dever me chama, então, vamos lá!
E veio Seal, numa Inglaterra de mau tempo e bons amigos. 'Crazy'. É, só sendo louca mesmo pra seguir um ritmo acelerado de um lado e paranoicamente parado de outro. Duas em uma. E eu fugiiiiiiia de mim que nem o diabo da cruz! rsrs O cara que mais ouvia as minhas mágoas era gay e feliz. E me fazia sorrir com a imitação de Lucille Ball. Era o máximo. I Love Lucy nem era da nossa época, mas ele era perfeito nisso. E tinha um vozerão maneiríssimo. Que coisa! Cantava 'Raindrops keep falling on my head' toda vez que eu vinha com aquela cara de choro. Nossa! Como eu desaguei! Mas depois de um tempo você aprende que tem que disfarçar determinados sentimentos sombrios e obscuros porque senão ninguém te agüenta. E eu me dei bem nessa.
'Luna Rossa' era a mais cantada pelas cinco cajazeiras que dividiam o espaço italiano modelar (olha eu criando termo). Cinco gurias que mal sabiam da vida, começando a modelar num lugar estranho, mas bacaninha. Experiência impagável. E a gente seguia pelas vielas de braços dados e levantando as pernas como em musical da Brodway. Ridículas. Todas. E tinha Claudio Baglioni e outros caras bons de se ouvir. Ah, e a gente usava boina, chapéu, óculos escuros, sobre-tudo, botas cano longo e echarpes imensas... Quanto salto ficou fincado no meio do calçadão... E a gente voltava descalça e...
E 'a luna rossa mme parla 'e te,
i' lle domando si aspietta a me,
e mme risponne: "Si 'o vvuó' sapé,
ccá nun ce sta nisciuna."
E i' chiammo 'o nomme pe' te vedé,
ma tutt''a gente ca parla 'e te,
risponne: "E' tarde che vuó' sapé?
Ccá nun ce sta nisciuna!"
No meu casamento cantei 'Unforgetable' e viajei looooonge... Longe mesmo. Fechei os olhos e mandei ver! rsrs E veio 'When I fall in love' (when I fall in love, it will be forever, or I'll never fall in love... rsrs). Mico? Dos grandes...
'Impossível', Biquini Cavadão (primeiro show que assisti na vida foi deles), Capital Inicial (o segundo)... E por aí vai.
Se você me perguntar a roupa que as pessoas estavam usando em determinados momentos que foram importantes pra mim eu vou responder sem precisar pensar. E em todos eles havia música. Então, pra cada momento, uma música. Pra cada música, um pensamento. Pra cada pensamento... haja memória. E esse é um dos motivos desse blog se chamar 'haja hoje para tanto ontem'. Talvez eu viva mesmo de memórias. Talvez isso não seja bom, talvez seja. Não sei. O que é bom? O que pode ser bom pra mim pode não ser pra você e respeito isso.
Eu tenho o meu tempo. Você tem o seu. Cada um tem um tempo que lhe é de direito ou que se dá por opção. Se isso é bom ou ruim... não sei. Só o tempo dirá.
Mas a música que move mesmo a minha vida e que revela tudo aquilo que sou é mesmo 'The book of my life', do Sting. Sou eu escrita em linhas e duras penas. E sei que já postei algumas vezes a letra.
Melhor parar por aqui... antes que me dê um treco de vez! Vou, mas vou cantando:
Every breath you take
Every move you make
Every bond you brake
Every step you take
I'll be watching you
Every single day
Every word you say
Every game you play
Every night you stay
I'll be watching you
http://br.youtube.com/watch?v=WFOiXfYCwQE (incorporação desativada, infelizmente)