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terça-feira, 16 de setembro de 2008

"Se morassem no mesmo século, eles seriam perfeitos um para o outro"

do filme Kate & Leopold.

Diferença de timing...

Kate & Leopold” é o típico filme despretensioso, não passa de uma leve e agradável comédia romântica, daquelas bem estilo Meg Ryan como “Mensagem para Você”. Mas o que este filme não tem de criatividade em seu estilo ele consegue mostrar em sua história, que apesar de tudo é original.

Kate McKay (Meg Ryan) é uma executiva de sucesso que vive com seu irmão Charlie (Breckin Meyer). Stuart (Liev Schreiber) é seu vizinho e ex-namorado, e acaba de descobrir um portal que faz com que ele possa voltar no tempo. E logo em sua primeira viagem através do tempo acaba, acidentalmente, trazendo de volta para o futuro o Duque de Albany, Leopold (Hugh Jackman), o inventor do elevador, do ano de 1876.

A partir daí o filme mostra a difícil adaptação do Duque na nova Nova York e também o desenrolar de uma bela história de amor.

Mas o final feliz deste filme não chega assim tão rápido, ou vocês esqueceram que tem que ter a parte onde tudo parecia perdido. Leopold tem que voltar para o seu tempo, se não o fizer pode mudar a história da humanidade (já vi este papo antes!).

Parte da trilha sonora do filme, 'Until' no vôo raso de Sting... meu predileto. Nem me prolongo mais...




Até que..

Se eu tivesse pego o mundo numa garrafa
E tudo estivesse embaixo da Lua
Sem o seu amor ela brilharia por mim?

Se eu fosse esperto como Aristóteles
E entendese os anéis ao redor da Lua
O que poderia tudo isso importar se você me amasse?

Aqui em seus braços aonde o mundo não poderia se tranquilizar
Com um milhão de sonhos para satisfazer
E uma questão de momentos até a dança terminar

Aqui em seus braços, aonde tudo parece estar claro
Sem uma nada solitário para temer
Exeto quando esse momento se aproxima do final da dança

Se eu tivesse pego o mundo numa ampulheta
Então amado a Lua
Nós poderiamos passear até que as estrelas crescessem sombrias
Até que...

Um dia, você irá conhecer uma estranha
e todo o barulho se silenciará na sala
Você sentirá que está perto de algum mistério
Na luz da Lua, quando tudo escurecer você
Você sente que a conhece a sua vida inteira
A lição mais velha da história do mundo
Aqui nos seu braços aonde o mundo não poderia se tranquilizar
Com milhões de sonhos para satisfazer
E uma questão de momentos até a dança terminar

Aqui em seus braços, tudo parece estar claro
Sem uma nada solitário para temer
Exceto quando esse momento se aproxima do final da dança

Se eu tivesse pego o mundo numa ampulheta
Acima da Lua nós passearíamos
Até que as estrelas crescem sombrias
Até que o tempo se fique tranquilo
Até que...


Passei rapidíssimo antes que esquecesse dessa...

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Thank you for loving me



Essa aí tem estória... rsrs Tem muuuuito de mim. Gostaria mesmo de tê-la escrito e creio que se fosse fazer o clip não mudaria em nada. Beira a perfeição. E quer saber? Não é nada, nada fácil.

Em tempo: adoro a cena da noiva escadaria abaixo... Mas já tinha atirado as flores longe lá no começo! E tenho que admitir, Bon Jovi é Bon Jovi. Desculpa a redundância.

Aproveitando a deixa - já que estou na fase videográfica bloguística (nem sei se isso existe! lá vou eu...) - minha vida sempre teve trilha sonora. Meus sonhos tem trilha sonora e eu, sem música, não sou ninguém. Algumas tocam mesmo lá no fundo, outras simplesmente passam, mas tem umas - no meu caso muitas, visto o meu jeito caleidoscópico de ser - que chegam a doer a alma. Essas, confesso, muitas vezes evito. E eu nem mesmo sei bem porquê.

Eu me escondo nas músicas, eu me revelo nas músicas, eu me refaço nelas e me desfaço também. E cada uma delas que faz parte da trilha sonora da minha vida, carrega um pedaço significativo da minha alma, por isso o grau de importância que dou. Por isso me magoa a presença em determinadas situações. Não sei. Devo mesmo ser idiota.

Tenho uma memória desgraçadamente gigantesca, boa até dizer chega e isso me atrapalha pra caramba. Imagina então a minha trilha sonora. Quer um exemplo? Dou mais. A primeira música que ouvi na vida e de que tenho lembrança foi 'O sole mio', cantada, obviamente pelo meu avô Guilherme. 'Escravos de Jó' aprendi no jardim da casa de meus pais com minha tia irmã de minha mãe. Naquela época tinha um cão chamado Snoopy e um viveiro de codornas em casa. Deve já imaginar a idade que tinha, não? 'Primeiros Erros' - lembra disso? - cantávamos no corredor de saída do colégio.

A primeira música especial mesmo da minha vida foi 'Como eu quero'. É. Kid Abelha. Foi a primeira vez que cantei num microfone. rsrs E nem sabia a letra. Um loiro azedo que tocava guitarra e se achava o máximo naquela época (e quem não se achava???) escreveu numa folha de caderno e foi a experiência mais deliciosa que tive na minha vida. Acho que a partir daí comecei mesmo a levar à sério a estória da música na minha trilha sonora.



E veio Police (Every Breath You Take, pra mim, é perfeita em todos os sentidos e carrego na alma marcada a ferro e fogo mesmo!), Bon Jovi, Aerosmith, Whitesnake, Marillion e mais de uma centena de outras bandas...

Não podia esquecer 'Crazy for You' que cantei no aniversário de quinze anos da Tati... num vestido cor de rosa pra lá de desgraçado!

Na faculdade, era 'When the saints go marching in' nos corredores, as baladinhas de Elvis na lanchonete, jeans, camiseta branca, tênis e jaqueta de couro. Ao melhor estilo James Dean. E ali a gente também se achava o máximo! rs

Lá fora, 'Amazing Grace', era o topo das músicas mais cantadas. Triste? Canta a dita. Feliz? Canta a dita! Meia boca? Canta a dita! Saudades? Putz... The Police, A-ha, U2, Bryan Adams... caraca. Aí ferrou geral! Um mês de chororô com certeza. E se arrastando pra não parar. Dia de runway... catwalk, baby... enxuga as lágrimas e brilha! E lá dentro doía a alma, mas o dever me chama, então, vamos lá!

E veio Seal, numa Inglaterra de mau tempo e bons amigos. 'Crazy'. É, só sendo louca mesmo pra seguir um ritmo acelerado de um lado e paranoicamente parado de outro. Duas em uma. E eu fugiiiiiiia de mim que nem o diabo da cruz! rsrs O cara que mais ouvia as minhas mágoas era gay e feliz. E me fazia sorrir com a imitação de Lucille Ball. Era o máximo. I Love Lucy nem era da nossa época, mas ele era perfeito nisso. E tinha um vozerão maneiríssimo. Que coisa! Cantava 'Raindrops keep falling on my head' toda vez que eu vinha com aquela cara de choro. Nossa! Como eu desaguei! Mas depois de um tempo você aprende que tem que disfarçar determinados sentimentos sombrios e obscuros porque senão ninguém te agüenta. E eu me dei bem nessa.

'Luna Rossa' era a mais cantada pelas cinco cajazeiras que dividiam o espaço italiano modelar (olha eu criando termo). Cinco gurias que mal sabiam da vida, começando a modelar num lugar estranho, mas bacaninha. Experiência impagável. E a gente seguia pelas vielas de braços dados e levantando as pernas como em musical da Brodway. Ridículas. Todas. E tinha Claudio Baglioni e outros caras bons de se ouvir. Ah, e a gente usava boina, chapéu, óculos escuros, sobre-tudo, botas cano longo e echarpes imensas... Quanto salto ficou fincado no meio do calçadão... E a gente voltava descalça e...

E 'a luna rossa mme parla 'e te,
i' lle domando si aspietta a me,
e mme risponne: "Si 'o vvuó' sapé,
ccá nun ce sta nisciuna."

E i' chiammo 'o nomme pe' te vedé,
ma tutt''a gente ca parla 'e te,
risponne: "E' tarde che vuó' sapé?
Ccá nun ce sta nisciuna!"


No meu casamento cantei 'Unforgetable' e viajei looooonge... Longe mesmo. Fechei os olhos e mandei ver! rsrs E veio 'When I fall in love' (when I fall in love, it will be forever, or I'll never fall in love... rsrs). Mico? Dos grandes...

'Impossível', Biquini Cavadão (primeiro show que assisti na vida foi deles), Capital Inicial (o segundo)... E por aí vai.

Se você me perguntar a roupa que as pessoas estavam usando em determinados momentos que foram importantes pra mim eu vou responder sem precisar pensar. E em todos eles havia música. Então, pra cada momento, uma música. Pra cada música, um pensamento. Pra cada pensamento... haja memória. E esse é um dos motivos desse blog se chamar 'haja hoje para tanto ontem'. Talvez eu viva mesmo de memórias. Talvez isso não seja bom, talvez seja. Não sei. O que é bom? O que pode ser bom pra mim pode não ser pra você e respeito isso.

Eu tenho o meu tempo. Você tem o seu. Cada um tem um tempo que lhe é de direito ou que se dá por opção. Se isso é bom ou ruim... não sei. Só o tempo dirá.

Mas a música que move mesmo a minha vida e que revela tudo aquilo que sou é mesmo 'The book of my life', do Sting. Sou eu escrita em linhas e duras penas. E sei que já postei algumas vezes a letra.



Melhor parar por aqui... antes que me dê um treco de vez! Vou, mas vou cantando:
Every breath you take
Every move you make
Every bond you brake
Every step you take
I'll be watching you

Every single day
Every word you say
Every game you play
Every night you stay
I'll be watching you

http://br.youtube.com/watch?v=WFOiXfYCwQE (incorporação desativada, infelizmente)