quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

É. Eu voltei.

Bom, antes de mais nada, não vou justificar a minha ausência. Andei meio ocupada vivendo o 'absurdamente feliz'. Mas a cabeça - que de oca não tem nada - começa a se doar a 'achismos' e entra num parafuso só. Melhor atrelar o 'absurdamente feliz', a 'loucura boa' (saudades de dizer isso...) à blogoterapia outra vez.

O que é que eu posso fazer se tenho um turbilhão de idéias ameaçando um tsunami devastador, um terremoto de magnitude 10 na Escala Richter, uma série de tornados F6 e por aí vai? Sabe qual é o nome disso e que eu tanto evitava falar? Amor. E eu que demorei tanto a baixar a guarda... rs

Quer coisa mais idiota do que amar? Pensemos, pois, juntos... A razão teima em dizer:
- Pense antes de saltar!
O coração vem desgraçar:
- Salte antes de pensar!
Esses dois caminhos são diametralmente opostos! Ui! Saltar numa situação perigosamente viva, sem calcular nada de antemão? Que suicídio!!! Loucura, por certo. Loucura boa...

Fecho o post com Mario Prata. Se nem ele sabe explicar... quem dirá eu?
Saudade é quando o momento tenta fugir da lembrança para acontecer de novo e não consegue.
Lembrança é quando, mesmo sem autorização, seu pensamento reapresenta um capítulo.
Angústia é um nó muito apertado bem no meio do sossego.
Preocupação é uma cola que não deixa o que ainda não aconteceu sair de seu pensamento.
Indecisão é quando você sabe muito bem o que quer mas acha que devia querer outra coisa.
Certeza é quando a idéia cansa de procurar e pára.
Intuição é quando seu coração dá um pulinho no futuro e volta rápido.
Pressentimento é quando passa em você o trailer de um filme que pode ser que nem exista.
Vergonha é um pano preto que você quer pra se cobrir naquela hora.
Ansiedade é quando sempre faltam muitos minutos para o que quer que seja.
Interesse é um ponto de exclamação ou de interrogação no final do sentimento.
Sentimento é a língua que o coração usa quando precisa mandar algum recado.
Raiva é quando o cachorro que mora em você mostra os dentes.
Tristeza é uma mão gigante que aperta seu coração.
Felicidade é um agora que não tem pressa nenhuma.
Amizade é quando você não faz questão de você e se empresta pros outros.
Culpa é quando você cisma que podia ter feito diferente mas, geralmente, não podia.
Lucidez é um acesso de loucura ao contrário.
Razão é quando o cuidado aproveita que a emoção está dormindo e assume o mandato.
Vontade é um desejo que cisma que você é a casa dele.
Paixão é quando apesar da palavra ¨perigo¨ o desejo chega e entra.
Amor é quando a paixão não tem outro compromisso marcado.
Não... Amor é um exagero... também não.
Um dilúvio, um mundaréu, uma insanidade, um destempero, um despropósito, um descontrole, uma necessidade, um desapego?
Talvez porque não tenha sentido, talvez porque não tenha explicação,
Esse negócio de amor, não sei explicar.

3 comentários:

Camila Silva disse...

Perfeito!...obrigada por nos agraciar novamente com suas belas palavras!
abraços

Ana Cláudia Vieira disse...

Que bom que voltou. Sentia saudades dos seus textos, sempre tão intensos.

Seja bem vinda. Isso de amor, é melhor nem tentar explicar mesmo, nem lutar contra ele. Só deixar ele ser, acontecer.

Abraçossss

Fernanda Souza Watzko disse...

Que bom que tu voltou! O mundo dos blogs voltou a ficar bem mais interessante! Bjos amiga! Amo tu!